O Concílio de Florença reafirmava o que dois outros Concílios antes dele haviam dito: os Concílios Ecumênicos de Lião I e II em 1245 e 1274, respectivamente. O mesmo foi reafirmado, depois, pelo Concílio de Trento(de 1545 a 1563)
“Aqueles que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não são perfeitamente purificados, embora estejam certos de sua salvação, são, contudo, submetidos, após a morte, a uma purificação, com o fim de obter a santidade necessária para entrar na alegria do Céu” (C.
Jesus adverte que a Justiça de Deus é infinita e não “quebra galhos”; tudo deve ser pago ou na Terra ou no Purgatório: “Se estás, portanto, para fazer a tua oferta diante do altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; só então vem fazer a tua oferta. Entra em acordo sem demora com o teu adversário, enquanto estás em caminho com ele, para que não suceda que te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao seu ministro e tu sejas posto em prisão. Em verdade te digo: dali tu não sairás antes de teres pago o último centavo”. (Mateus 5,23-26).
A Tradição da Igreja confirma com certeza a verdade do Purgatório: os Cristãos dos primeiros séculos, sobre as pedras tumulares, nas catacumbas, esculpiram muitas invocações a Deus para implorar refrigério que apressasse a seus defuntos a entrada no Céu.
Os grandes Padres e Doutores da Igreja: S. Agostinho, S. Jerônimo, S. João Crisóstomo, S. Efrém da Síria, S. Cipriano etc., falam claramente do Purgatório.
S. Ambrósio, no discurso feito por ocasião da morte do Imperador Teodósio, roga a Deus de conceder ao defunto amigo um lugar entre os Santos, acrescentando que não se cansará nunca de rezar até que Deus o tenha recebido entre os Beatos.
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